Gente, tenho ouvido cada história nos últimos dias que às vezes nem sei se acredito!! Pior é que é verdade… eu mesma sou protagonista de uma delas. Repara:
Carona pro ladrão
Hoje em dia (é triste, mas é verdade!), ser assaltado significa apenas uma coisa: mudar de posição na estatística da criminalidade. Ninguém mais se espanta – todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que já foi assaltada! Quer dizer, isso se não foi você quem virou mais um número nessa contagem. Mas essa é demais!! Uma amiga contou outro dia:
“Eu estava saíndo do estúdio de um fotógrafo amigo meu, onde eu fui fazer um trabalho. Ele veio até a porta me acompanhar quando nós fomos abordados por um sujeito que veio nos assaltar. Ele fez a gente entrar no meu carro e saiu por aí dirigindo e querendo parar em algum caixa automático pra roubar nosso dinheiro. Mas meu amigo tinha saído sem nada nas mãos – era só o meu cartão, que estava na minha bolsa, atrás do banco do motorista. Quando ele foi procurar, não achava de jeito nenhum! Sacudiu a bolsa, me deu pra procurar, mas eu só pude dizer: ‘Acho que alguém chegou antes de você e já levou, porque deveria estar aí na minha carteira!’. O cara tava meio louco e como viu que não ia conseguir sacar dinheiro nenhum com a gente, disse que ia levar o carro. Eu, meio sem querer, acabei perguntando o que ele ia fazer com o carro. E pra meu espanto ele disse: ‘É verdade… não vou poder fazer nada com o seu carro. Mas será que você me dá uma carona até aquele ponto de ônibus então, pra eu ir pra casa?’. Entre espantada e assustada, claro que eu concordei. De qualquer forma, era ele quem dirigia! Então, ele levou o carro até o tal ponto e depois saiu, do mesmo jeito que entrou, e eu passei pro banco do motorista – tremendo – pra voltar pra casa. E o cartão… bom, quando ele sacudiu a bolsa, ele caiu e foi parar embaixo do banco!! Fui encontrar só quando cheguei em casa, querendo saber o que tinha acontecido com o meu cartão!!”.
Dente de ouro
Depois de gastar uma pequena fortuna no dentista, outra conhecida já estava pior do que gato escaldado:
“Eu fui em muitos dentistas ruins durante a vida, que fizeram um monte de bobagem na minha boca! Quando finalmente achei um bom, quase que deixo as calças lá como parte do pagamento! Além do monte de tratamento de canal que ele fez na minha boca e um clareamento, ele teve que colocar uma prótese pra substituir um dente meu. Quando a minha saga parecia estar no fim – e eu finalmente ia acabar aquelas muitas idas ao dentista – eu engoli a tal prótese enquanto comia macarrão. Mas não tive dúvidas!! Liguei logo pro doutor e perguntei (já pensando em não gastar ainda mais!): ‘O senhor quer que eu recolha o dente quando ele… ahn… sair, pro senhor colocar de volta?’.
Restaurante de lu(i)xo?!
Por isso que eu digo… nem sempre o mais caro é o melhor!!!
“Uma amiga e eu ganhamos um voucher para uma churrascaria no esquema de ‘Acompanhante é free’. Aproveitando que o trânsito da cidade estava bem mais tranquilo por causa das férias – o restaurante é bem longinho de casa – fomos nós duas. A princípio, achamos que deveria ser um buraco de lugar e que nós não íamos gastar muito mais do que R$30 por pessoa. Mas a verdade é que o lugar era bem bonitinho – quer dizer, era uma churrascaria bem chique mesmo! Quando chegou a conta, o susto!! Depois de descontar o acompanhante – teoricamente free -, a conta era de pouco mais de R$150! Mas o melhor foi na saída… Imagine: o cidadão vai numa churrascaria com a famíla onde só o rodízio é de R$90, estaciona seu carrinho – digamos assim – modesto com o manobrista do local e o cara ainda perde a chave do carro?! Melhor teria sido ir comer um x-picanha na padoca da esquina!! Pelo menos ali você sabe onde fica a sua chave – e não paga a carne a peso de ouro!”
As histórias são verídicas – eu juro. Os depoimentos são baseados no que me contaram, sem nenhuma intenção de usar o palavreado ou estilo de quem estava lá, pra proteger a privacidade dos personagens. Mas que é duro de acreditar, isso é….
Ah, sim, claro… de todas as histórias, a mais bizarra que eu ouvi é que a Maya é brava e anda por aí atacando cachorrinhos inocentes! Querem até que eu ande com ela de fucinheira, pode?? Mas isso já é assunto pra ooooooutro post!
Todo Ano Novo é a mesma coisa! Fazemos promessas que, muitas vezes, não cumprimos – em geral, promessas que nós nem pensávamos em cumprir muito antes de sequer prometer! Mas fazemos de toda forma. E por que?
Porque o Ano Novo parece vir acompanhado de um bichinho. Um bichinho que não suga nosso sangue e nos enche de coceira. Bom, é bem verdade que, já que nosso ano começa no verão, esses aí também fazem parte da nossa virada.
Mas o bichinho do qual eu falo é outro. É um que nos enche de esperanças e, por qualquer motivo que eu desconheça, nos faz querer ser melhores. Daí as promessas…
Parar de fumar, fazer mais exercícios, não ficar até tão tarde trabalhando, deixar de se estressar por coisas pequenas, visitar mais os amigos e parentes. Esses são alguns dos efeitos colaterais – talvez apenas alguns dos mais comuns – dessa picada. E assim passamos a virada e os primeiros dias de Janeiro… Completamente dominados e anestesiados por esse bichinho.
Fazemos planos e mais planos. “Esse ano vai ser diferente”, juramos para nós mesmos. Começamos a dieta, colocamos em prática as caminhadas, ligamos para todos os antigos amigos que nossa falta de tempo muitas vezes afastou. Combinamos de nos encontrar, de relaxar, desestressar. Compramos livros que ficam na estante. E assim os dias passam…
Talvez nosso grande problema é que logo em seguida vem Fevereiro… Mês do Carnaval. Mês do pecado (já reparou quantos bebês “não programados” nascem entre Outubro e Novembro?!?). E aí, já meio cansados das nossas resoluções – afinal, toda mudança dá trabalho -, nós nos deixamos levar. Tão mais fácil do que seguir em frente…
De vez em quando ainda lembramos daquele bichinho, da nossa picada. Algumas vezes, tentamos novamente depois de toda a tentação de desistir e deixar as coisas como estão. Mais raramente ainda, nos deixamos acompanhar por aqueles planos doces que embalaram as festas do final do ano anterior por mais meses do que – no fundo, no fundo – acreditávamos que seríamos capazes.
Diz o poeta que foi um homem sábio esse que dividiu nosso tempo em anos, pra que a nossa esperança possa sempre ser renovada nesses dias. Mas, na prática, nós sabemos que é preciso muito mais do que esperança pra cumprir as tantas promessas que fazemos a nós mesmos. O que precisa mesmo é esforço. Força de vontade. Coragem pra não desistir já nas primeiras vezes em que tudo se complica.
Quem sabe o problema seja que nós, embriagados pela esperança da “Virada”, tentamos dar um passo maior do que a perna. “O apressado come cru e quente”, já dizia minha avó. Ou se fode, pra falar um português bem claro que só a neta dela usaria pra explicar um ditado como esses. Se não perdemos 5kgs já na primeira vez que evitamos um doce, pensamos logo em largar a dieta porque não vai dar certo mesmo… Se não temos mais fôlego depois de 15min de caminhada, achamos que fazer exercícios vai ser uma grande bobagem e uma perda de tempo.
Minha promessa de 2009 se cumpriu. Voltei a escrever. Estou aqui – às vezes com menos frequência do que gostaria, mas ainda assim, já foi um passo. O primeiro. O Ano Novo começou já há alguns dias, mas por que não falar dele por mais tempo do que apenas as primeiras horas de Janeiro? Por que não falar dele hoje, já no dia 13? Ou em 25 de Maio? Ou em 10 de Outubro? Por quê não renovar nossa força de vontade em outras datas também?
2010 será um ano melhor. Não pela economia ou pelo emprego novo ou qualquer outra coisa assim. 2010 será melhor simplesmente porque se não for assim, terá sido apenas mais um conjunto de dias e meses que nós vamos jogar fora esperando a vida passar.
Vida nova sempre! Seja no primeiro dia de Janeiro ou em qualquer outro dia. Que seja o nosso suor e a nossa vontade que vão nos lembrar sempre daquele bichinho do começo do ano; daquela sensação gostosa que nos leva a fazer aquelas tais promessas. E que, esse ano, nós possamos cumprir as nossas!
A minha é simples… caminhar com a minha Maya (e que fique claro que a idéia é que ela não vai surtar a cada vez que vê um cachorro por aí!). O trabalho está só começando. Mas quem sabe num dia de agosto qualquer, a tal promessa já tenha se tornado uma realidade??
Já parou pra pensar? Tem coisas que ninguém explica, mas que acontece com muita gente…
Com certeza você já viu algum email sobre isso. Se não, faz uma busca rapidinha no Google para “perguntas sem resposta” que você vai ver! Essas são as 7 melhores do meu dia-a-dia, categoria coisas que ninguém entende…
1. Por que raios toda empregada coloca batom sempre de ponta-cabeça (mesmo que ele fique meio assim, desequilibrado)?
2. Por que o trânsito sempre parece ficar pior quando um tiozinho da CET aparece pra “resolver” o problema?
3. Qual o problema de São Pedro e escovas/chapinhas no cabelo? Sim, porque é fazer pra começar a chover…
4. Por que, depois de rodar por meia hora, nós finalmente achamos uma vaga – apertada – pra estacionar logo depois de acender um cigarro?
5. Por que é que quanto mais caro é o carro, mais folgado é o motorista?
6. Existe alguma lei de trânsito – que eu desconheça – que indica passagem ao pedestre ao ver a luz de ré de um carro?
7. Ser confuso (a) / enrolado (a) é pré-requisito pra se tornar chefe de qualquer coisa?
O mundo moderno criou uma nova fobia nas mulheres do século XXI: a ex!
Mais temida do que a pior das sogras, essa mulher tem o poder de acabar com o seu dia num simples telefonema! E se, ainda por cima, ela for mãe dos filhos do seu novo amor, aí sim você está realmente encrencada. Porque aí ela tem uma excelente desculpa pra encher a caixa eletrônica da sua casa com mensagens.
Se as sogras eram antes motivo pra largar o noivo no altar, hoje qualquer primeiro encontro envolve a fatídica pergunta: existe uma ex? Claro que sempre vai existir… no mínimo uma ex-namorada. Mas aí também seria querer demais do pobre coitado, né?
Mas a ex-mulher entra numa outra categoria, num patamar completamente diferente. Não vou dizer que não existam ex-namoradas que realmente tiram o sono de qualquer uma e que pentelham mais do que uma dúzia e meia de sogras. Mas com elas fica relativamente mais fácil lidar – desde que elas tenham sido superadas completamente pelo seu namorado. Sim, porque não tem nada pior do que estar com uma pessoa que ainda pensa em outra!
A ex-mulher se acha no direito de dar palpites. Acha que só porque chegou primeiro ou porque já viveu com aquele homem, tem conteúdo suficiente pra dizer o que é melhor… Só quem já teve uma ex dessas sabe do que eu estou falando. Eu, por exemplo, tive uma que era um dragão! Preferia mil vezes ter que conviver com a minha sogra do que com ela… e olha que a coitadinha da minha sogra já tinha falecido (e - dizem as más línguas - ela era bem exigente na “escolha” das noras). Mas de boa… a sogra, a gente até tenta entender, principalmente quando falamos da mãe do homem da relação. Porque é mãe. E mãe é mãe… quer sempre o melhor pros seus filhos.
Ex-mulher não. Ex-mulher quer é atazanar! Acho até que elas se utilizam dessa posição pra, muitas vezes, completar algum tipo de vingancinha que ficou pendente contra o ex-marido. É, porque venhamos e convenhamos… nenhuma mulher é santa nesse quesito! Se foi ele quem largou dela então… ah! Não tem nada mais perigoso nesse mundo do que uma mulher ferida! Mas o pior mesmo é quando elas usam os filhos pra fazer isso. Aí já é golpe baixo!
Em compensação, se livrar de uma ex mala traz mais alívio do que se livrar do namorado mais traste que você já teve na vida! E muito namorado legal não vale o tormento que é ter aquela ex na sua vida, se colocarmos tudo na balança! Cito aqui o meu exemplo novamente… quando terminei meu namoro, me senti tão feliz de nunca mais ter que olhar na cara daquela louca que arrisco até dizer que valeu a pena acabar com a relação!
Por outro lado, li esses dias uma crônica (já meio antiga, mas nada escapa ao Google!) que diferenciava a “ex-mulher” da “pós-mulher”. Ah, essa sim é um exemplo a ser seguido! A pós-mulher, conta ninguém menos do que Mario Prata no seu texto, é aquela mulher independente, que sai de cabeça erguida de uma relação. Ao contrário da ex, que passa os dias bolando novas maneiras de atrapalhar a vida daquele homem. Diz ele, também, que a tal pós-mulher está acima de qualquer intriga, e se torna uma eterna companheira.
Agora, eu, como mulher, me pergunto: o que é realmente pior?? Porque haja auto-confiança pra lidar com esse companheirismo todo e com a auto-estima que essa mulher carrega! Talvez, pra atual, seja melhor encarar uma ex… porque mesmo o mais cego dos homens percebe a fria da qual se livrou e te dá ainda mais valor. Mas pra nossa própria sanidade mental, o melhor mesmo é se esforçar e ser a pós-mulher. Porque a ex será sempre aquela que nunca superou aquele homem; que por mais que encha a paciência de Deus e o mundo, vai sempre ter uma pontinha de esperança que ele caia em si e jure amor eterno a ela mais uma vez. Coisas do ego feminino…
E cá entre nós… as “ex” que me perdoem, mas quer vingancinha melhor do que deixar a atual de cabelos em pé porque sabe da relação – digamos assim – amistosa que ainda existe entre esses dois? Fora que eu tenho a seguinte teoria: o seu namorado pode até ver você despenteada, com a depilação meio por fazer e até com aquela calcinha furada cor-da-pele que você simplesmente AMA. O ex, jamais!!
Portanto, mulheres, deixem de lado esses planos mirabolantes de atrapalhar a vida do novo casal! Largue o osso, faça um novo penteado no cabelo e – pelo amor de Deus! – joguem fora todas as suas calcinhas rasgadas! É você quem só tem a ganhar com isso!
Não é segredo pra ninguém que converse comigo por mais de 5 minutos: a Maya é meu assunto preferido! As peripécias, as bagunças, as gracinhas… as artes… Talvez por isso, depois desse “jejum” forçado de tantos dias sem escrever, seja ela o meu tema de hoje!
Como ser fissurado por fotografia que eu sou, é de se esperar que eu tenha fotos da Maya de todos os tipos: dormindo de barriga pra cima, “mamando” a almofada pra dormir e – claro, as minhas preferidas – aprontando! No rio, no mar, na praia, no meio da bagunça com os “coleguinhas”… Não sou só eu que digo (afinal, eu sou suspeita), mas a Maya é muito fotogênica (lê-se: LINDA DE MORRER!!).
Sempre disse que ela é a cachorra perfeita! Quase não dá trabalho, obedece razoavelmente bem e – acima de tudo – é a melhor companheira que existe! Topa tudo a qualquer hora; desde ir ao parque andar de bicicleta no calor do meio-dia até descer na garagem buscar alguma coisa que a perdida da mãe dela esqueceu no carro.
De uns tempos pra cá, nós estamos trabalhando juntas num projeto de… digamos assim… lapidação. É, porque se eu tenho algum tipo de problema com a Maya é na hora de andar na rua com a coleira. Essa louca simplesmente surta quando vê outros cachorros. Mas não é muito melhor quando vê coisas do tipo skate, patins, carrinhos de feira… Tudo que tem rodinhas e faça barulho, pra resumir. Claro que nem se compara à visão de um outro ser canino, mas ainda assim…
Então, religiosamente toda terça-feira, sentamos as duas no sofá da sala pra assistir o Cesar Millan. Ele explica, explica, explica. Faz as piruetas dele, imita os cachorros – o que sempre provoca gargalhadas em mim e olhares estranhos na Maya. Acho que ela deve entender o que ele tá dizendo… E no dia seguinte estamos lá, tentando colocar em prática a lição do dia anterior.
Pra quem não sabe, Cesar Millan prega que os cachorros devem ser tratados como… cachorros. Simples assim! Exercício, disciplina e carinho, necessariamente nessa ordem. Seja o líder da matilha!
Parece bem fácil na teoria, mas a prática é outra. Como é que se faz, por exemplo, pra exercitar o suficiente um cachorro que fica das 6 da tarde às 3 da manhã correndo no mato feito louca (e só para porque foi finalmente trancada dentro de casa)? Ou a ensinar que não pode pedir comida na mesa quando os outros só esperam você virar as costas pra encher o peludo de bife? Ou pior… como é que eu faço pra não amassar o focinho de uma coisa tão gostosa feito a Maya a cada 10 minutos?!? É difícil, cara…
Mas difícil mesmo é controlar nossas emoções. Sim, porque – acho que isso não é segredo pra ninguém – os animais entendem muito mais o que sentimos do que o que falamos. Eles tem um sexto-sentido muito além da compreensão humana. Sabem quem tem medo, quem gosta, quem tem boas intenções e quem não tem…
Um exemplo prático?? A mãe de um amigo meu tinha uma vira-lata super tranqüila. Eles abriam a porta da garagem, a cachorra fazia a sua festa pra quem tivesse chegado e voltava pra casa numa boa. Uma vez, quando ela chegou em casa, a tal vira-lata cismou com um cara que estava ali por perto. A mãe do meu amigo – claro – brigou com a cachorra e colocou ela pra dentro à força. Sabe o que aconteceu?? O tal cara foi lá e assaltou ela! Bem assim, na cara dura!
Essa semana, andando com a Maya, algo parecido aconteceu comigo. Como eu disse, ela cisma com cachorros e “rodinhas barulhentas”, nunca pessoas que andam tranquilamente pelas ruas. Mas quando estávamos andando, ela cismou com um cara que passava ali do lado – quis até pular nele! Não sei se ele vinha me assaltar ou qualquer coisa parecida, mas no mínimo estava com algum sentimento ruim. A minha sorte é que, apesar da Maya ser uma fofa, incapaz de morder qualquer ser-vivo (quer dizer, menos sapos, caranguejos e mosquitos em geral), ela assusta. Seja pelo tamanho ou pela cor chocolate, pouco comum em um labrador, ela impõe respeito. Já vi muita gente atravessar a rua só de ver a Maya de longe (mal sabem eles que coisa mais zen que ela é). Mas eu não acho de todo ruim não… Porque eu vou nos botecos da região à noite e à pé, sem o menor problema. Desde que a minha guarda-costas possa ir junto. E ela vai!
Tem gente que fica brava, mas eu não brigo com a Maya quando ela vai pra cima de alguém não. Não brigo porque tenho plena confiança de que, se ela foi, é porque aquela pessoa tem alguma má intenção. Claro que isso não é o caso de todos os cachorros – não dá pra generalizar! Muitos são realmente agressivos e tem de ser controlados! Mas num mundo como esse, com o tipo de pessoas que (infelizmente) muitas vezes nós temos que conviver, eu sei que se o meu sexto-sentido estiver capengando, tem alguém aqui do lado que não falha nunca! Arrisco até dizer que o papo dela com o Gabriel (lembra? Meu anjo da guarda?) flui muito melhor do que o meu. E aí, se eu ainda assim não quiser ouvir, é porque minha dose de teimosia tá alta demais e é hora de rever meus conceitos!
Mas nós vamos caminhando de manhã. Lapidando a relação e eu vou, aos poucos, me colocando um pouco mais como líder dessa nossa matilha de dois. Mas sem nunca esquecer que, se eu entendo um pouco mais sobre a “sociedade humana” na prática, ela – muitas vezes – consegue ver muito mais longe do que eu.
Minha vida está dando outra daquelas voltinhas que ela A-D-O-R-A de 180 graus. Enquanto isso, a rotina – que deixa de existir pra que outra se crie – está cada vez mais corrida. Loucura!
Enquanto não consigo sentar a bunda e escrever um post mais elaborado e decente, seguem as máximas da semana:
Do outro lado do mundo…
Meu coleguinha de trabalho está em Bangkok, na reunião anual da empresa. Enquanto isso, eu fico aqui na correria, atendendo telefonemas malucos (“Alô? É do Partido Verde??” – piadinha interna…rsrsrs).
Enquanto isso, do lado de cá…
Os olhinhos quase não conseguem se manter abertos. Culpa da titia, que me acorda às 5 da matina, quando o despertador (e o cérebro) estava programado pra funcionar só depois das 8hrs. Ninguém merece, né? O amor não tem limite… mas a paciência tem!! E se esvai pelo ralo…
“Calm and assertive?!”
Apesar do mau humor que acompanha todo e qualquer ser humano que acorde 3hrs antes do que o necessário quando ainda está com sono e não consegue voltar a dormir, estou decidida a levar a sério as palavras do meu novo guru: Cesar Milan! Caminhadas diárias pela manhã antes da comida. Pobre Maya! Porque de calma e assertiva eu tinha bem pouco hoje de manhã… Mas ela mandou bem! Andou bonitinha do meu lado e quase (eu disse quase) não surtou quando viu outros cachorros na rua. Vai ver já sabia que a mamãe não tava podendo…
A pergunta que não quer calar da semana
Gente, que mania besta é essa de todo mundo querer sabe o que as pessoas estavam fazendo durante o apagão?! Affff! O que me interessa o que faziam os famosos nessa hora? E se eles estavam lá no bem-bom com o namorado(a)? Só porque era terça-feira não pode?! Mas o engraçado é que a pergunta vem bem assim “O que você estava fazendo de interessante na hora do apagão?”. Aposto que saiu de alguém com “falta do que fazer”. Eu, por exemplo, sinto informar que de interessante, eu não fazia muito… eu estava só vendo o Cesar Milan explicar que cachorro é cachorro – e NÃO precisa de biscoitos a cada 5 minutos pra te amar…
A semana começou com o pé esquerdo, mas vai melhorar! E enquanto a inspiração e o tempo não permitem, vou ali e volto já!
Boa semana pra nós!
Eu estava decidida a fazer um post mais light… afinal, foram alguns meio pesadinhos, muito pessoais. Mas lá estou eu, navegando na net tranquilamente quando vejo a seguinte notícia: “Americana foi expulsa de avião porque o filho de dois anos não parava de gritar”. Gente… para tudo!
Isso me fez pensar em quão intolerante é o ser humano. Nós queremos que tudo aconteça do nosso jeito, na hora que temos vontade. E azar daqueles que estão com problemas – eles que fiquem para trás!
Antes que você pergunte, eu respondo: não, eu não gosto de ouvir crianças berrando. Também não gosto de tomar boladas no parque, não gosto quando pulam por cima de mim ou do meu lado e jogam areia na minha cara. Me irrita. Profundamente! Mas o que me tira do sério mesmo, assim, de ter vontade de pular no pescoço de um, são os pais. Digo os pais porque acho bem injusto jogar tudo nas costas das mães – o pai é tão responsável quanto!
Eu adoro crianças. Sento no chão, pulo e brinco, leio histórias, converso de igual pra igual. Por isso que eu digo: o grande problema não são as crianças… são os pais. Quando eu estava na Tailândia, um casal de amigos veio nos visitar. O casal e o filho mais novo, que devia ter uns 7 anos no máximo. Todo mundo dizia que o moleque era uma peste, uma assombração! Mas que nada! Nós brincamos de pega-pega, conversamos (eu falando um francês de dar dó e ele arriscando algumas palavras em inglês), sem o menor problema! Quando ele começava a levantar mais a voz do que a brincadeira – e o horário – permitia, eu falava com jeito com ele e pronto.
Eu mesma, quando era pequena, uma vez ameacei fazer um daqueles escândalos no meio de um supermercado. Sabe o que a minha mãe fez?? Olhou pra mim com aquela cara de má – que só uma mãe sabe fazer quando dá uma bronca bem dada – e me largou ali “berrando” sozinha. Assim mesmo, no maior estilo “Eu não vou dar bola pra sua manha, então é melhor você parar”. E eu – conhecida mundialmente pela minha teimosia – calei a boca na hora. Pergunta se eu fiz isso de novo? Eu não!
Mas eu comecei falando de intolerância… e de como as crianças estão sendo MAL CRIADAS – assim mesmo, que é pra ficar bem claro entre nós o sentido da expressão. Se elas crescem sem limites, não adianta esperar que elas obedeçam porque elas já sabem que podem se safar. Criança é esperta, sabe bem como lidar com os pais. Isso não tem idade não! E por isso mesmo sabem que podem fazer o que quiserem – inclusive um escândalo que incomode um avião inteiro!
Cá entre nós… Expulsar a mulher e a criança foi demais! Aposto que se alguém tivesse se dado ao trabalho de pelo menos tentar distrair a criança, o problema teria sido resolvido. E isso nem é lá tão difícil… Nessa idade, qualquer coisa vira um brinquedo super divertido (uma vez eu fiz uma criança parar de berrar com um chaveiro da Pucca – e era uma menina com seus 2-3 anos)! Mas por outro lado, não acho certo aquele pensamento de “Deixa… é só uma criança”. Porque isso só vai agravar o problema.
Qualquer pessoa que não odeie crianças – veja bem, não estou nem dizendo que goste delas, simplesmente que não as odeie – percebe de longe que tudo isso acontece porque as pessoas realmente não sabem viver em sociedade, respeitar o direito dos outros, desde que isso não também não incomode ninguém.
Por exemplo: no último feriado, eu fui à praia. Com aquele sol lindo que tava, lógico que estava cheia. E a praia é o lugar ideal pra se ver como as pessoas não estão nem aí com os outros, desde que elas possam fazer o que quiserem. Eu estava lá, quietinha na minha cadeira lendo um livro. E quem disse que eu conseguia me concentrar?? Uma avó e seus netos faziam um escândalo tão grande ao meu lado que eu não ouvia nem meus pensamentos! O pai, que parecia mais sensato e deve ter percebido que a criança estava enchendo o saco (dele, inclusive), levantou e foi jogar bola com o moleque. Olha, ainda bem que não foi comigo… Mas a senhora que estava mais afastada levou pelo menos umas 3 boladas até o pai entender que estava atrapalhando.
Se você for ao mar, cuidado! Ou vai levar uma “pranchada” nas canelas. Azar o seu se você quer se refrescar… O povo não tá nem um pouco preocupado com você, desde que eles possam fazer o que quiserem.
Agora, imagine se no lugar de uma criança berrando fosse um cachorro latindo? Ou se no lugar de um pai jogando bola com o filho, fosse um cachorro brincando de buscar bolas? Nossa!! Deus me livre! Pra começar, o cachorro não pode nem entrar na praia. E eu me pergunto: por quê??
Nas minhas férias, uma amiga foi me visitar na praia com as suas cachorras. A praia estava praticamente vazia; tinha só algumas crianças ali do lado. Em um certo momento, a bolinha que ela estava jogando foi parar perto dessas crianças. Leia de novo: eu disse perto. Sabe o que aconteceu?? De longe, ela chamou as cachorras pelo nome, fez com que ficassem paradas e foi ela mesma buscar a bola, enquanto as duas esperavam bonitinhas bem afastadas, pra não assustar as crianças.
Será que essas duas peludas não sabem viver muito melhor em sociedade do que as crianças e familiares que eu citei antes?
A Maya adora o mar. Não pode ver que sai correndo em disparada se refrescar! Mas pergunta se ela já deu nas canelas de alguém aí? Que nada! Ela pula em mim, nos meus pais, em alguns amigos mais próximos. Mas não joga areia e nem se balança molhada perto de mais ninguém.
Será que é ela quem deveria estar proibida de pisar na areia?
Claro que a Maya e as cachorras dessa minha amiga foram educadas pra viver em sociedade, muito ao contrário de vários cachorros que eu vejo por aí. Só que… quando dizem que o cachorro suja as calçadas com o seu cocô, será que a culpa é deles mesmo? Todo mundo vai ao banheiro, inclusive você, que lê esse texto nesse momento. Mas se o dono do pet não tem civilidade, vai largar tudo ali e ainda pensar: “Ainda bem que não foi na minha casa”.
O problema real não são as crianças. E também não são os cachorros. É a falta de consciência das pessoas. É o egoísmo, a intolerância com tudo que não faz parte do seu mundo. E, claro, a “lei do mais forte”. Porque reclamam da criança que grita e do cachorro que late porque são a parte mais leve da balança. Mas e o adulto que fala alto?? Desse, ninguém reclama… porque tem medo do que um cara desses pode fazer com você.
Nem todos precisam amar os animais e as crianças. Mas todos, sem exceção, tem de respeitar o meu direito de amar. E eu, também tenho que respeitar o seu direito de querer ficar sem baba na roupa e de dormir tranqüilo durante um vôo.
E deixa o Sr. Saraiva e o seu “tolerância zero” pra caricatura de TV. Porque é só lá que isso é engraçado.
Nada descreve o nunca tão bem quanto o ato de cuspir pra cima e cair na testa. Já viu isso? Eu explico…
O nunca é uma palavrinha bem mágica. Daquelas que tem um significado “formal” no dicionário e outro bem diferente na prática. No dicionário, diz o Sr. Aurélio, nunca significa “jamais, em tempo algum”. Mas qualquer um que teve o desprazer de pronunciar essas letrinhas sabe bem que o que acontece na vida real é exatamente o contrário…
Quer ver um exemplo prático?? Uma amiga minha disse há um tempo atrás que “nunca ficaria com alguém que fuma”. Claro que pouco depois, lá estava ela, apaixonadíssima por uma chaminé em forma de gente. Cuspiu pra cima, caiu na testa…
Quer outro? Lá vai… um amigo meu disse que nunca ia casar. Adivinha o que aconteceu? Sim, muito bem! Não só casou como tá louco pra ser pai. E tem que ver que marido exemplar ele virou! Nem lembra o arruaceiro – digamos assim – de antes…
Acho até que isso é um fenômeno mundial mesmo. Porque é só falar essa palavra que parece que atraímos aquilo pra gente. “Nunca mais vou usar sapato desconfortável” pra logo em seguida se apaixonar por um par de torturadores que apareceu na vitrine. “Nunca mais vou procurar aquela pessoa”, que tem até o derivado “Nunca mais quero ele / ela na minha vida” e tempos depois, você se vê ali, ligando, mandando emails… Ou vem a vida e joga aquele ser humano de novo na sua rotina. E tem o clássico “Nunca mais vou me apaixonar”. Ah, esse é dos melhores… Alguém aí consegue não se apaixonar mais, mesmo depois de ter seu coração despedaçado por aquele / aquela que “nunca mais entraria nas nossas vidas” ?? Difícil…
Ouvi dizer que a gravidade é apenas uma maneira de Murphy funcionar, porque qualquer absoluto é uma merda. Acho que mora aí o milagre da palavra nunca. Porque no fundo, no fundo, o absoluto é bem relativo… Por mais que hoje se tenha provas de certas coisas, nada impede que amanhã se descubra novas informações que fazem cair por terra aquilo em que acreditamos por tanto tempo. Por mais que hoje haja mágoa, quem garante que não vai passar?
As coisas mudam o tempo todo, porque é da natureza da vida mudar. Dizer nunca é restringir a beleza do tempo à pequenez de um momento. Se você cuspir pra cima, vai cair na sua testa. A não ser que você mude de lugar. Porque se até o mundo é relativo, que dirá uma simples palavra? Que dirá o mero ato de cuspir?!
Nunca diga nunca?! Absolutamente!!
Fim de semana passado eu fui ao cinema com titia… comemorar o aniversário dela que foi no domingo. Vimos um filme chamado “A verdade nua e crua” (“The Ugly Truth”, em inglês). É uma comédia engraçadinha sobre relacionamentos entre homem-mulher. Interessante… E verdadeiro em muitas coisas.
Mas na verdade, o que me inspirou pra escrever esse post não são os relacionamentos amorosos. É a verdade. Nua e crua. Verdades que a gente realmente não gosta de ouvir porque não quer acreditar ou simplesmente porque não quer que ninguém saiba certas coisas sobre a gente. Quem sabe se ninguém falar, elas deixam de ser reais?
Eu não sou melhor nem pior do que ninguém. Sou o que sou, como diz a descrição do meu perfil. Sou verdadeira. E tenho uma língua que não cabe na minha boca. Também sou orgulhosa, guardo mágoas muito facilmente – e depois não consigo me livrar delas nem por decreto -, sou cruel com as palavras… tão cruel que hoje eu prefiro não me meter em discussão nem briga nenhuma que é pra não falar o que não devia. Pois é… a combinação do tamanho da minha língua com a minha capacidade de usar as palavras é realmente explosiva!
E eu também falo mal dos outros. Falo e admito. Aliás, vou além… acho que todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, falaram mal de alguém. Não venha me dizer que você não fala porque é mentira. Mas eu falo mal pra desabafar. E pode ter certeza, ainda que eu tenha falado mal de você, acredite: ou eu ainda vou falar tudo isso na sua cara ou já falei! Mas eu não encaro isso como um defeito meu não (apesar de ter muitos e ter até citado alguns deles agora há pouco). Não encaro como um defeito meu pelos motivos que me levam a falar mal de alguém: o desabafo. O tentar entender como é que aquela pessoa funciona e por quê faz certas coisas.
Tanto é que, sempre que eu preciso desabafar e soltar os cachorros em cima de alguém, eu procuro uma pessoa que ame – ou pelo menos goste – do objeto da minha raiva. Sim, porque se eu falar mal de você pra alguém que te odeie, é fato que eu só vou piorar esse sentimento. Ou então, vou perder mais tempo tentando te defender do que realmente desabafando. Se não for assim, que seja uma pessoa que não te conheça; uma pessoa neutra.
Infelizmente já perdi muitas amizades por conta desses meus “desabafos”… Talvez porque elas não tenham entendido o que me movia a fazer isso e se prendiam simplesmente ao fato de alguém de quem elas gostem muito estar falando mal delas. Não é por aí… Claro que eu preferia mil vezes falar direto na cara dessas pessoas porque eu sou assim. Preciso entender. E, nesse sentido, não guardo nada: se você me machucar, pode ter certeza que eu vou falar pra você com todas as letras. Mas infelizmente, muitas vezes não tive a chance.
Acho triste saber que muitas vezes as pessoas preferem fugir de um confronto com alguém que um dia fez parte da sua vida só porque é estressante. Porque não gostam de falar sobre algumas verdades que incomodam o coração. Porque deixa a boca amarga. Pra mim, o que deixa esse sabor amargo na vida é colecionar histórias mal resolvidas. Ainda que a decisão final seja o afastamento dessas pessoas, eu prefiro definir a situação. Sem deixar espaço pra dúvidas, interpretações erradas. Mas principalmente, sem deixar que uma fofoca ou outra seja o fator definitivo dessa decisão.
Porque um dia essas pessoas foram, sim, importantes. E é só por isso que conseguiram nos atingir. E se ainda deixam essa tristeza quando remexemos na ferida é porque, de certa forma, ainda são. De que adianta querer negar?
Mas hoje eu entendo que nem todo mundo pensa igual (Aleluia!!). Hoje eu entendo o porquê de essas pessoas se sentirem tão magoadas comigo por conta dos meus desabafos. Por conta de alguma coisa que eu fiz e que machucou alguém. E também entendo que não queiram conversar, discutir, colocar os pingos nos “i”s.
Respeito. E sigo em frente. Porque eu sei que fiz a minha parte. Pedi desculpas e tentei conversar. Mas continuo dormindo muito bem à noite… Porque, apesar de não me eximir de nenhum dos meus erros, eu sei que nunca tive intenção de machucar ninguém. E isso me basta.
Ah, férias… férias vem sempre com 2 tipos de problema: sair e voltar.
Planejar uma viagem pode ser uma delícia. Mas até conseguir uma data que todo mundo possa ir – você e o namorado, marido ou simplesmente a turma de amigos – sempre leva tempo. Sim, porque seu chefe sempre cisma de inventar alguma coisa logo quando vocês conseguiram combinar o dia certo pra ir. Ou, se não for o seu chefe, certamente o de quem quer que vá com você. Já vi gente ter que desistir de viajar assim, dias antes da partida. Sacanagem, né??
Data escolhida, vem a discussão sobre o lugar, hotel, se vamos de carro ou avião… quanto cada um pode gastar (essa parte é importante!). Malas prontas, seguimos viagem. No meu caso, é bem provável que o destino seja uma praia. Qualquer uma! Se largar a decisão na minha mão, é pra lá que você vai!
E praia é aquela coisa, né?? Eu ADORO, mas vamos combinar… a sensação de estar na praia é de estar sempre à toa, com o sol no rosto, o vento batendo na cara… e a melada mistura de suor com areia. Não dá pra fugir – mesmo que o tempo esteja nublado – não tem como ir à praia e não se sentir constantemente melado! Isso que eu estou falando só de dias nublados, onde nem o protetor solar entra na brincadeira.
Aí você vai cheia de esperanças de ficar com pelo menos uma lembrança do que pode ser a marquinha do biquini. Vai na depilação (leeeeembra a depilação definitiva?? Pois é…), compra biquini novo (sim, porque a uma dúzia deles que você tem já está muito batida) ou uma saia ou sandália – não importa! Mulher de férias na praia sempre tem aquela coisa de ter uma coisinha que seja nova. E o que acontece?? Chove. Claro. Murphy às vezes dá no saco, viu!!
Mas ainda assim, debaixo da chuva, é engraçado como você vai poder identificar nitidamente os “praieiros”. É só prestar atenção. Tem:
A turma da farofa: essa é fácil de identificar! É aquela turma que só falta levar o frango com quiabo que sobrou ontem na janta pra fazer uma “boquinha” e geralmente largam uma sujeira desgraçada pra trás. Tipo o cara que larga o fim da pinga pro santo?? Pois é… eles deixam pra Iemanjá.
Os surfistas: aqueles que, infelizmente, muitas vezes não são tão gatinhos quanto acham que são, mas ainda assim não saem da água nem por decreto. Mesmo que não peguem onda alguma, sempre carregam a prancha debaixo do braço e ficam com aquela roupa de neoprene só até a cintura. Saca como? Em caso de dúvida, pra saber se o cara é poser ou realmente surfa, é só olhar pro braço. Se tiver marca de relógio, é surfista!! (já pensou besteira, hein??)
As mães: seres que carregam a casa naquelas bolsas que não há meio de conseguir gente suficiente pra carregar. Lanchinho saudável, 5 tipos de protetor solar, bonés, cangas e – claro – DOIS MIL DUZENTOS E CINQUENTA brinquedos. Preferencialmente bolas, que é pros pestinhas ficarem longe jogando aquela merda. Até cair na sua cara. Aí, depois da décima vez, quando você diz que vai furar se cair na sua barriga de novo quando você está tomando sol, a cidadã vai ver o que o seu “anjinho” está fazendo e te olha como se você fosse o ser humano mais chato do planeta. Também é aquela que no fim do dia está sem voz. Sim, porque cada vez que a água passa do dedinho do pé da criança, ela sai aos berros como se a praia inteira tivesse que ouvir a bronca junto com o pimpolho.
As paga-pau: turma de mulheres que acham que praia é praticamente uma passarela da SPFW. Elas rebolam até chegar na cadeira, tiram a saída de praia como se fizessem um strip pro namorado, sentam e cruzam as pernas. E ali ficam. Até porque, com aquele monte de brincos, pulseiras e colares não dá pra fazer muita coisa. Isso sem contar o último “traje de banho” que as moçoilas viram no desfile – alguém aí me explica a função de um maiô que tem furo na altura do umbigo?!
Não importa. Quem gosta de praia, sabe que vale a pena. Olhar o mar, sentir o sol na pele, pisar na areia… vale tudo isso! Difícil largar essa vida pra trás. Voltar pra rotina, ter horário até pra respirar mais fundo. Mas pelo menos voltamos mais renovados…
Eu voltei. Mas confesso que ainda estou só de corpo presente. O resto ficou ali na areia…

"I keep a postcard in the back of my mind, White sand, sunshine" (Foto: Silvia)

