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Peça de teatro

December 28, 2010

- Precisa fazer essa cara?

- Desculpa. Você tem razão. Se eu vim até aqui, não vale a pena fazer careta, certo?

- Eu só queria que você me ouvisse.

- Pois diga. Sou toda ouvidos.

- Não é nada disso que você está pensando.

- Mas eu não tô pensando nada. Aliás, não foi você quem disse que eu era uma pessoa que você jamais iria querer na sua vida de novo?

- Disse, mas…

- Mas então por que você me chamou aqui agora?

- Você tem sempre que tornar as coisas mais difíceis do que elas já são?

- Ah, sim. Me desculpe. Esqueci que é muito mais fácil virar as costas pros outros quando eles estão por baixo. Se quiser, eu posso levantar e sair. Aliás, você conhece bem essa ação, né? Foi exatamente isso que você fez quando era eu quem estava mal.

(LEVANTA-SE E CAMINHA PARA A PORTA)

- Minha mãe tá doente.

- Como assim doente?

- (RISO ABAFADO) Você é a única pessoa que eu conheço que faz esse tipo de pergunta quando alguém tá doente ou morre.

- Desculpe. Acho que é o hábito. O que aconteceu com ela?

- Câncer. Um dia todos aqueles sapos que ela engoliu durante a vida iam ter que dar em merda.

- Poutz. Eu sinto muito mesmo. Gosto muito da sua mãe.

- Eu sei. Ela também te adora. Sempre disse que você era a única amiga de verdade que eu tinha.

- Faz sentido. Os filhos sempre tendem a fazer exatamente o contrário do que os pais aconselham.

(CARA DE ESPANTO)

- Desculpa. Não é hora pra isso. Como eu posso ajudar?

- Não preciso de ajuda. Na verdade, só prometi a ela que um dia ia te procurar pra conversar.

- Faz sentido.

- Faz sentido?? Não foi você quem acabou de falar que os filhos gostam de contrariar os pais? Eu tô fazendo o que ela me pediu.

- Exatamente. Eu não consigo imaginar um outro motivo pra você me procurar depois de tanto tempo.

Perdidos no tempo

July 18, 2010

Mexer nas – muitas – coisas que eu ainda guardo na casa da minha mãe é sempre uma surpresa. Eu encontro cada uma…

Hoje, dando uma folhada num antigo bloco de anotações, encontrei de tudo: cursinhos preparatórios pro vestibular, lista de empresas pra onde eu queria mandar meu CV, setlist de músicas pra gravar num cd que eu levaria comigo nas viagens de carro que eu sabia que teria que fazer quando comecei a trabalhar na Star Asia… e textos. Sobre amizade, desilusão, alegria.

Frases minhas e de outros que eu nem sei mais quem são. Na verdade, nem esses aqui eu sei se são meus, se é letra de alguma música, se copiei de algum lugar. Porque quando eu escrevo – ou somente tomo nota do que outros escreveram – é porque eu me identifiquei com aquelas palavras. Sejam as que eu escrevi ou as que poderiam muito bem ter saído das minhas mãos.

Mas não importa. O que mais me chamou a atenção é que, num único bloquinho de pouco mais de 50 páginas (se não menos), estão quase 10 anos da minha vida. E graças a esses textos, eu me lembrei de coisas que nem passavam mais na minha cabeça… como esses trechos aqui…

Nunca mais

“Dancei como se não houvesse algum som
Perdoei como inquisidor de fé mordaz
Sorri como se nada fosse bom
Desejei você como se não quisesse mais

Se ainda houvesse um dia
Eu lhe diria que não queria
Eu olhava para os seus olhos e perguntava
Por quanto eu havia vendido a minha paz?

Eu não quero
Eu não queria
Eu nunca quis mais

Foi tudo tão intenso
E eu só dizia nunca mais”

“Gosto dos venenos mais lentos. Das bebidas mais fortes. Das drogas mais poderosas. Dos cafés mais amargos.
Tenho um apetite voraz. E os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: ‘E daí? Eu adoro voar!’”

Ajoelhou, tem que rezar!!

June 16, 2010

ODEIO essa mania que algumas pessoas tem de te deixar na curiosidade! Sabe como?

Tenho uma amiga que é rainha do “Depois te conto”. Ai que mania infeliz que ela tem… A gente tá ali, conversando na santa paz de Jesus Cristo (via msn, porque a louca de vez em quando esquece o caminho da minha casa) quando, de repente, ela me solta:

“Ai, menina, você nem sabe o que aconteceu!”
(e a tonta aqui responde) “O que foi???”
“Ai, agora não dá pra falar. Depois te conto”

Eu quero matar! Se não ia contar (ou se não pode contar naquele momento), então por que fala uma dessas? Sim, porque a frase vem (geralmente) depois de uma hora de conversa e 5 minutos antes de desligar o msn! Diz se não é pra sacrificar um ser humano desses?? Até porque, a “tal” coisa que aconteceu não foi nenhuma emergência de último minuto não…

 Outra que me irrita é aquela pessoa que pra não terminar a história – por qualquer motivo que seja – começa a te enrolar. Muda de assunto, finge que esqueceu… e acha que você é besta o suficiente pra cair nessa! Não quer contar? Então não começa!! Que coisa!

Eu sou mulher, geminiana e – ainda por cima – jornalista. Ou seja: eu sou três vezes curiosa. Não adianta vir com esse papo pra cima de mim porque eu não te largo enquanto você não me contar tudo!!! Então pra quê fazer uma maldade dessas comigo?!

Gente… se orienta, né? Peloamor

Desabafo

June 14, 2010

Às vezes me sinto tão perdida… E, pra mim, sempre foi tão difícil desabafar. Sei lá, acho estranho falar sobre essas coisas.

E aí venho até o papel. Parece bobagem, mas há um tempinho que eu percebi que estar com o papel é quase como estar no meio dos cachorros. Ali não tem julgamento, não tem frescura… não tem mentira.

Você é o que é - e é isso que importa. Não precisa medir suas palavras, suas ações. Porque você sabe que ali vai ter uma resposta direta. Uma resposta verdadeira. Seja ela boa ou ruim.

Muita gente estranha essa relação maluca que eu tenho com a Maya. Essa coisa doida que a gente tem uma com a outra. Mas a verdade é que essa – digamos assim – loucura é muito mais minha do que dela. Sou eu quem precisa desse sentimento puro que só um animal pode te dar. Ou o papel. A Maya não conhece outra coisa… pra ela, tudo é sincero.

Quando eu releio alguma coisa que escrevi, sempre me lembro a situação em que eu estava pra escolher aquelas palavras. Porque o papel não esconde nada – basta saber ler as entrelinhas. O papel me lembra a alegria, a tristeza, a raiva ou seja lá o que for que eu sentia! Tudo que eu jogar nele, ele joga de volta pra mim.

A verdade é que estou me sentindo incomodada ultimamente. Talvez por ter sido meu aniversário – e eu sempre faço um balanço geral nessa época. Tanta coisa boa!! E tanta mentira… Pra quê? Não sei… não sei – porque, por mais que eu tenha sentido essa mentira na pele tantas vezes, eu não consigo colocar isso na minha vida! Não aceito. Não tolero. Não serve pra mim… Máscaras não me caem bem.

Se você me perguntar daqui a uma hora o que é que aconteceu comigo hoje, eu já não vou saber. Não vou saber porque sou geminiana – e a tristeza vira alegria num piscar de olhos. Mas nesse exato momento, o que eu sinto é impotência. Dúvidas, porque aquela perguntinha que mamãe sempre adorou repetir (“O que é que você vai fazer da sua vida, menina??”) ainda não tem resposta. Talvez melhor assim.

Mas fica aí o desabafo. No papel. Nas lambidas da Maya. E viva a reciclagem!!

Quem tem boca… não precisa de prova de amor!

June 7, 2010

Prometi que esse ia ser o título desse post. E se prometi, tá prometido!!

Não vou explicar a história… nada pessoal, mas vai ficar bem chato (sabe como é…)! Só tenho o seguinte a dizer: se você vai cruzar o oceano pra ver a sua banda do coração, você não vai se contentar em ficar num lugarzinho ruim, certo??

Pois é… eu e mamis não nos conformamos! E já que somos brasileiras, demos o nosso “jeitinho” (de repente mamis achou o MÁXIMO eu querer descer 15 andares só pra fumar…). E foi lá de cima que nós saímos pra ver a nossa banda preferida a 300 metros de distância!! Não, não… isso não é um exagero! Como disse mamis, deu pra ver até as espinhas da cara do Jon!!! rsrsrsrsrs

A viagem foi o máximo! A compania não podia ser melhor! E o show… bom, o show foi indescritível! Olha aí o sorrisão:

"Through the years and miles between us, it's been a long and lonely ride. But if I got that call in the dead of the night, I'd be right by your side"

Cinco coisas que eu entendi depois de passar uns dias em NY

May 26, 2010

1. Por que eles são gordos: dois pedaços de pizza nos EUA equivalem a quase meia pizza brasileira e os pratos de entrada (os famosos “tira gostos” do Brasil) são do tamanho de um prato principal da maioria dos restaurantes de São Paulo.

2. Por que eles são pet-friendly: a maioria dos cães andando com os donos em NY são perfeitos exemplares dos nossos queridíssimos “tomba-latas”. Fora isso, os cães de pequeno porte podem ir pra qualquer lugar com os donos (inclusive no metrô) desde que estejam em sacolas próprias pra isso. Em muitas lojas, eles são aceitos tanto quanto qualquer cliente comum (não, não estou falando de pet shops). Tem até um carro especial pra cachorros que trabalham com a polícia!!

3. Por que a cidade funciona: essa coisa de ruas numeradas é muito útil!!! Você se localiza muito fácil por aqui… Fora isso, os carros realmente param pra você atravessar – muitas vezes mesmo que o farol de pedestres esteja fechado.

4. Por que, ainda assim, dizem por aí que o metrô de SP é um dos melhores: claro que a gente não chega nem aos pés deles em número de estações – aqui você REALMENTE vai pra qualquer lugar de metrô. Mas como é feio! Fora que pouquíssimos trens tem uma coisinha que eu chamaria de fundamental - a indicaçcão de qual é a próxima estação! E, apesar de estar espalhado pela cidade toda, eles são bem complicadinhos… você até acaba aprendendo a se locomover. Mas daí a entender a lógica das linhas e das cores…. vai longe!

5. Por que o símbolo da cidade é “I <3 NY”: A cidade é realmente apaixonante! É uma delícia andar por aqui… as construções são uma graça, o povo é muito prestativo e os parques espalhados por todo canto são muito gostosos (mesmo que seja só pra deitar num banco e ler um livro). Não tem como não se encantar com uma cidade como essa!

I want to be a part of it… New York, New Yoooork

Coisas que eu aprendi a caminho de NY

May 23, 2010

Finalmente consegui: cheguei em NY!! Tento planejar essa viagem há pelo menos uns dois anos… na verdade, desde que voltei da Tailândia. E agora que eu estou finalmente aqui (mais especificamento no lobby do hotel, a uma quadra do Central Park), segue aí 5 coisas que eu já aprendi nessas poucas horas na Big Apple:

1. Atraso nos voos NÃo é exclusividade dos aeroportos brasileiros.

2. Taxi é taxi. E taxista é taxista. Em qualquer lugar do mundo.

3. Coreano é pentelho em qualquer parte do mundo. Mas, como num passe de mágicas, eles aprendem a falar português rapidinho quando estão fora do Brasil (ATENÇÃO: não tente falar em português com eles no Stand Center. Lá, é só na lingua deles meeeeesmo).

4. “Vou de taxi” é uma música irritante. Na boca de uma francesa (com direito a sotaque e tudo) que tem como única referência do Brasil essa… ahn… melodia é mais irritante ainda.

5. Agente de imigração nos EUA é burro (alguém me explica por que raios um ser humano pergunta se eu tenho intenção de explodir uma bomba aqui??? Você acha sinceramente que eu ia dizer “sim” se tivesse??)

Meu voo SP-Atlanta atrasou 45 minutos. Por conta disso, acabei perdendo minha conexão pra NY. Até aí, ainda dava pra fazer o que eu tinha me planejado logo pra esse primeiro dia por aqui – ver o Cesar Milan!!! BOM, só pra resumir e eu não ter outra síncope nervosa: ao invés de chegar em NY às 9h45, eu só fui chegar no hotel às 4hrs da tarde (30 minutos depois do final da aparição dele por aqui). Pra você ter uma idéia da série de merdas que deu nesse primeiro dia, até o motorista da van tomou uma multa… e mamis rodou 30 minutos no céu de Manhattan por conta de um alarme falso de ataque terrorista. Tudo isso porque um monte de soldadinhos yankees resolveram vir pra cidade!! Aiaiaiaiaiai

Mas tudo bem… hoje o dia foi ótimo e a semana tá só começando.

Entendendo “Paris Hilton”

April 26, 2010

Sabe aquelas notícias que sempre saem em revista de fofoca, dizendo assim: “Fulano de tal gasta R$10mil em tarde no shopping”? Pois é… eu nunca consegui entender como é que um ser humano consegue gastar tanto dinheiro em tão pouco tempo num único shopping!!

Aí, um belo dia, eu fui no shopping Cidade Jardim. Pra quem não sabe (ainda – porque eu já atazanei meio mundo com essa história), a Maya fez umas fotos que fazem parte de uma exposição nesse tal shopping. Dá uma olhada: http://caoinfoco.blogspot.com/. E eu, como boa mãe (babona) que sou, fui ver!

BOM, não sei se alguém aí já foi lá, mas eu fiquei abismada! Aquilo definitivamente não parece um shopping comum – e isso você sente desde o primeiro passo lá dentro. Pra começar, não existe praça de alimentação (“Gente rica”, disse uma amiga que foi comigo “acha o ó comer todo mundo junto naquelas mesinhas, com um monte de lanchonete em volta”). Ok…

Ela também me disse que uma pessoa que está tranquila consigo mesma andaria com a mesma naturalidade tanto no Cidade Jardim quanto no Shopping Metrô Tatuapé. Mas pera lá… De um lado, umas menininhas de seus 6 anos todas emperequetadas, com roupa de gente grande em miniatura (eu me pergunto quando é que elas conseguem ser crianças de verdade, sem saltinhos e babadinhos). Do outro, um bebê num carrinho com a babá (o coitado deve estar achando o máximo esse passeio!!). Tem dó, né?

E aí, essa tosqueira que vos fala tem a (infeliz) idéia de dizer que nunca tinha entrado numa Daslu. Pausa: a loja mais xinfrinzinha do lugar era a Track & Field. E lá fomos nós conhecer.

O problema de pobre (ou o problema de gente que não sabe segurar a língua dentro da boca) é que a gente sempre acaba falando bobagem na hora errada e no lugar mais impróprio. Não por nada, mas a cidadã dona daquela loja toda que tinha até um (pasmem) fusca na entrada sonega impostos! Por que diabos eu compraria qualquer coisa de uma pessoa assim? Eu que sou assalariada pago todos os meus impostos em dia!! E – claro – esse foi meu comentário ao entrar na loja…

Mas então tudo fez sentido nessa minha vidinha! Aquelas notícias da Caras, Contigo e afins não são tão loucas assim – e nem é tão difícil gastar R$ 10mil numa tarde. Na verdade, você só precisa estar no lugar certo! Ali na Daslu – pra quem já teve a curiosidade de ver – um mísero cinto custa R$500. Camisetinha regata branca basicona?? R$ 200. Aí fica fácil, né??

Na mesma semana, fui convidada pra mais um evento – digamos assim – high society: fui ver a Pet Fashion Week (PFW), a versão animal da semana de moda que acontece em diversos lugares do mundo. Gente! Deu dó de ver os bichinhos… um poodle branquinho tendo o fuço amassado por um cidadão que ganha a vida de pintar o coitadinho de verde. Outros cachorros visivelmente assustados, com uma música que deixava até a mim quase surda, entrando na passarela com umas roupas que pelamor. Pior!!! Os pobres coitados que tinham o pelo um pouco mais longo receberam tantas tranças que eu sentia vergonha por eles. E pra ver essa sessão de tortura, quem não tinha convite pagava R$100 (na verdade, só a entrada pro evento – sem o desfile - custava R$35).

E aí entra Paris Hilton nessa história…. não é de se estranhar que ela seja meio sem noção. Eu fiquei passada de ver essas coisas e fiz parte desse mundinho por algumas horas só. Imagine ter de viver com gente assim todo dia?!? É de deixar qualquer um maluco! Auto confiança tem limite!!

“Walking gets too boring when you learn how to fly”

April 5, 2010

A música é uma das melhores terapias que existem! Já reparou? Uma simples melodia pode levantar seu astral – ou jogar aquela última pá de cal que faltava pra acabar com você…

No meu caso, não são tanto as melodias quanto a letra das músicas que me tocam. Esse post, por exemplo, é inspirado (e escrito ao som de) uma música que mexeu comigo. Na verdade, uma simples frase teve todo esse efeito… essa aí no título. Simples, mas perfeita! Apesar que, verdade seja dita, eu amei a letra toda – especialmente o nome!

Como fazer para se contentar com pouco quando você já teve tudo? Como se adaptar ao insignificante quando alguma coisa já significou o mundo pra você? Não – não me tornei materialista da noite pro dia não! Já tive um Amex sem limite nas mãos e isso nunca me tentou (pausa pra você me chamar de louca e qualquer coisa do gênero. Passou? Ok – continuemos…).

Estou aqui falando de coisas muito maiores: estou falando de amor!

Hoje mesmo, um amigo confessou se achar “emocionalmente imaturo” para um relacionamento sério. Será mesmo? Na hora eu pensei que fosse medo de se prender, não querer assumir responsabilidades. Depois, pensando melhor – e até lembrando da história toda dele – eu cheguei a outra conclusão… Acho, na verdade, que o problema é tentar viver com alguém que você sabe que não ama. Principalmente quando, ainda que inconscientemente, ame uma outra pessoa.

Outro amigo meu se casou recentemente por conveniência. Sim, porque não precisa ser nenhum guru pra ver nos olhos dele que aquilo ali não é amor. Na verdade, ele mesmo admite – lá do jeito evasivo dele, mas admite. Seria essa uma relação fadada ao fracasso? Bom, se você perguntar a minha opinião, sim. Mas quem sabe… às vezes pode ser melhor escolher um parceiro de vida ao invés de um grande amor. Pelo menos é menos cansativo, certo??

ERRADO!! Claro que um relacionamento dá trabalho. Mas já imaginou um relacionamento sem amor como deve ser três mil vezes mais difícil?!? Eu não seria capaz… Eu já voei. Voei alto! E não me contento em voltar a andar!! E enquanto eu não encontro alguém que me levante de novo, eu vou só me divertindo aqui por baixo mesmo. Afinal, ninguém é de ferro! Sem expectativas, porque assim é que nascem os grandes amores… de onde você menos imagina, quando você menos espera.

Não tenho pressa. Ele chega… de mansinho, um dia desses. Enquanto isso, me recuso a me contentar com tão pouco quando eu sei que existe coisa muito maior esperando por mim. Andar é muito chato depois que se aprende a voar!!!

Ficou curioso sobre o resto da letra?? Taí:

Shakira – Gypsy

Broke my heart
On the road
Spent the weekend
Sewing the pieces back on
Friends and thoughts pass me by
Walking gets too boring
When you learn how to fly

Not the homecoming kind
Take the top off
And who knows what you might find
Won’t confess all my sins
You can bet I’ll try it
But can you always win?

Chorus
‘Cause I’m a gypsy
Are you coming with me?
I might steal your clothes
And wear them if they fit me
I never made agreements
Just like a gypsy
And I won’t back down
‘Cause life’s already bit me
And I won’t cry
I’m too young to die
If you’re gonna quit me
‘Cause I’m a gypsy

(‘Cause I’m a gypsy)

I can’t hide what I’ve done
Scars remind me
Of just how far that I’ve come
To whom it may concern
Only run with scissors
When you want to get hurt

Chorus

I said hey you
You’re no fool
If you say ‘NO’
Ain’t it just the way life goes?
People fear what they don’t know
Come along for the ride, Oh yeah
Come along for the ride, whoo-hoo

Chorus

Campanha “Ligia, escreva essa idéia”

March 23, 2010

Abandono total. Não vou perder o meu tempo - e nem o seu – tentando me justificar aqui por que cargas d’água eu fiquei tanto tempo sem escrever. Concordo…. não tem desculpa nenhuma no mundo boa o suficiente pra explicar.

Mas juro que nesse meio tempo eu tive muitas idéias… que só não tomaram forma ainda por conta da falta de tempo pra sentar a bundinha na cadeira e colocar no papel – ou na tela do computador. Os pedidos estão anotadíssimos e eu não me esqueci deles não!! Logo, logo eles estarão aí - prometo.

Confesso que vez ou outra lembrava do blog e prometia pra mim mesma que daquele dia não passava: ia atualizar! E, como vocês notaram, falei com a mesma convicção de alguém que come meio bolo de chocolate recheado jurando pra si mesma que começa a dieta na segunda (reparou que tá no feminino, né?)! E aí… aí ontem eu levei um belo puxão de orelhas. Daqueles que sacodem a gente de um lado pro outro até que as idéias entrem no lugar certo e as prioridades voltem as suas respectivas posições na escada.

Diz a mão (e mão diz alguma coisa?!) que me puxou as orelhas: “É minha obrigação te alertar do que você tem dom, capacidade… e quase não exerce. Isso me entristece um pouco, mas vou lançar uma campanha: ‘Ligia, escreva essa idéia’!”. E aí eu tomei vergonha na cara.

Não – eu não tô querendo massagear meu ego e não tô aqui pra pedir pra ninguém pra fazer isso. Na verdade, minha intenção é agradecer. Agradecer quem me dá esse apoio, essa força… esse incentivo. E pedir que, cada vez que eu me afastar disso aqui – que eu amo tanto: escrever – que venha outro anjinho desses e puxe minhas orelhas mais uma vez.

Obrigada!!

Obrigada! De coração!!

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